quarta-feira, 8 de junho de 2011

Os sites de relacionamento em defesa do consumidor

As redes sociais surgiram com o propósito de integrar as pessoas, sejam elas conhecidas ou dispostas a fazerem novas amizades. Cada vez mais elas encontram-se presentes no cotidiano de milhões de indivíduos ao redor do mundo.  

Se pensarmos bem friamente, as redes sociais apareceram como sites de relações públicas pessoais, sendo mais pragmático e excluindo o que estamos acostumados a ouvir sobre RP, sites como My Space, Facebook, Orkut e Twitter, nada mais são que uma autopromoção pessoal, as pessoas postam o que pensam (às vezes o que não pensam), contam sobre suas vidas, suas viagens, seus afazeres diários, e assuntos do gênero, mas as utilidades dessas comunidades não se limitam por aí.   

Os consumidores descobriram com o tempo a poderosa ferramenta que possuíam em mãos, uma simples reclamação poderia resultar em uma bomba no colo dos empreendedores, dependendo, é claro, de sua repercussão. A preocupação é tão grande que as empresas passaram a acompanhar e a monitorar as redes sociais, de forma a reduzir os danos causados por esses “protestos” virtuais. Ficou muito mais fácil e ágil relatar problemas dos produtos de uma determinada marca, saber se é comum o advento deles, se o produto é confiável ou não, ou simplesmente acompanhar as notícias sobre as companhias que o (a) agradam.    

Portanto, é necessário mantermos nosso olhos bem abertos aos nossos direitos como consumidores, e utilizarmos mais desses poderosos sites que serviram para estreitar os laços entre as empresas e seus clientes. Um problema que antes parecia insolucionável hoje se resolve apenas com um click no seu mouse.

Por Daniel de Melo Ribeiro

Eu curto publicidade


A publicidade descobre meios de se infiltrar em qualquer espaço, isso não é novidade. E como se espera que já existam milhares de artigos diferentes explicando, diagramando, sintetizando e dissecando o modo como os publicitários agem nas redes sociais, vou tentar com esse post fazer algo novo: mostrar como nós, meros consumidores e “vítimas” da propaganda somos laçados e levados ao consumo por meio de uma das redes sociais mais importantes e influentes da atualidade.
Sim, a publicidade no Facebook está na mira, mas na verdade não há objetivo revolucionário nenhum por trás desse texto. Não viso levar os leitores a se enfurecerem com as armadilhas publicitárias que rodam por toda a rede (é, a publicidade do facebook não se restringe à barra lateral cheia de anúncios. Vivendo e aprendendo). Muito menos espero que haja uma movimentação popular contra a propaganda online, até porque não há mal nisso e convenhamos, eu pretendo trabalhar na área, então quanto mais gente comprando porcarias por causa de anúncios por aí, melhor para o meu futuro "eu". A idéia é simplesmente abrir a mente de quem lê e mostrar que nem sempre vemos exatamente o que está sendo mostrado.
Dadas as devidas explicações sobre meus objetivos com esse post, começo com a publicidade mais óbvia do Facebook: a barra lateral citada anteriormente. É ali onde os anunciantes mais “descarados” lançam suas redes e esperam os peixes navegantes se prenderem sozinhos. Pensa bem, não foi ali que você descobriu seu primeiro site de compras coletivas? Ainda com aquela sensação de “deve ser falcatrua”, mas você foi lá e clicou, se viu num mundo de promoções impressionantes e hoje recebe diariamente 1798 spams que você mesmo pediu para receber, “para não perder as próximas ofertas”.
Agora vejamos a situação de outro ângulo, do dono do site de compras coletivas, que chamaremos a partir de agora de um nome genérico... acho que Anfíbio Campestre é um bom nome. O dono do A.C. queria ganhar dinheiro, mas não tinha um produto revolucionário, uma produção artesanal, nem uma empresa muito lucrativa. Então o que passa pela cabeça do dono da A.C., que apesar de não ser rico é um excelente empreendedor? “Vou ganhar dinheiro sem fazer nada!”.
O cara é um gênio! Pode assumir que você sempre pensou nisso, mas nunca conseguiu criar um jeito, mas o dono da A.C. não é o dono por acaso. Ele teve a idéia de um milhão de dólares: as empresas vão a ele querendo vender um produto e aparecer mais no mercado. Ele propõe descontos absurdos com a promessa de que um mínimo (que não é pequeno) de pessoas vai comprar aquele produto e pede metade do lucro pelo serviço. O contratante espera que aqueles que compraram o produto no Peix... Anfíbio Campestre usem novamente o produto dele depois de conhecerem o serviço, graças ao santo site. Agora para e pensa: QUANDO FOI QUE VOCÊ VOLTOU A UMA LOJA DEPOIS DE COMPRAR QUALQUER COISA POR UM SITE DE COMPRAS COLETIVAS? Nunca. Pois é. É aí que está a falha do sistema. Mas chega de falar de compra coletiva, vamos voltar ao assunto da postagem.
Já se sabe que os anúncios na barra lateral direita funcionam tão bem quanto qualquer outro anúncio, seja num jornal, na tv ou num outdoor. Chegou a hora da publicidade “disfarçada”.
Pensemos num produto fictício, uma marca de tênis, por exemplo. Não se pode dizer que este ou aquele tênis é melhor, é uma questão de gosto. Então é necessário fazer com que os consumidores achem que preferem aquele tênis específico, usando a velha tática do “todo mundo gosta, eu gosto também”. Como fazer isso na internet? O Facebook surgiu com a ferramenta perfeita: o “Like”, ou “Curtir”, em português. Digamos que a marca de tênis crie um anúncio novo, com astros dos esportes e da música, mas para assistir a peça é necessário curtir a página da Nike marca de tênis. A cada pessoa que curte essa página, centenas de outras vão receber a atualização em sua própria página e vão querer assistir também o comercial. Assim, milhões de consumidores são levados a crer que aquela marca é melhor por causa de dois fatores simples: o comercial deles é legal e “todos os meus amigos curtem”. Pronto, a marca tem seu vídeo assistido milhões de vezes sem ter que pagar fortunas para transmiti-lo pela TV, as pessoas trabalharam, cientes ou não disso, como agentes transmissores da marca. É, te pegaram.
Vou terminar esse texto (eu sei, é longo, mas vale a pena) com uma das campanhas que mais me deixaram embasbacado com o resultado. Apesar de pouco sutil, a campanha é genial e o resultado foi surpreendente, tão surpreendente que vou usar os nomes originais, eles merecem o crédito.
A Burger King, empresa de fast food ainda recente no Brasil, criou o aplicativo Whopper Sacrifice. Whopper é o carro chefe da Burger King, como o BigMac para a franquia do palhaço. A ideia da campanha era simples, “a amizade é forte, mas o Whopper é mais forte ainda”. Partindo deste conceito, o aplicativo utilizava a tática do “curtir” para atrair os usuários que depois de terem o acesso à página liberado, eram encorajados a “sacrificar” 10 amigos por um Whopper. Isso mesmo, delete 10 amigos e ganhe um Whopper de graça. Em 10 dias, mais de 80 mil pessoas usaram o aplicativo e quase 234 mil amigos foram sacrificados. 80 mil pessoas usaram a ferramenta, serviram de anunciantes para a marca e deletaram amigos para ganhar um sanduíche. O resultado foi tão grande que o Facebook ordenou o cancelamento da ferramenta.
E assim como eu, você nesse momento está pensando como perdeu essa promoção.
Vai entender. Talvez a gente mereça ser atacado diariamente pela publicidade do Facebook.

O Cinema e as Redes Sociais

Para o apaixonados por filmes, o cinema é a principal fonte de inspiração em suas vidas. É a "sétima arte". Inventado em 1895 pelos irmãos Lumière, o audiovisual desde sempre foi, e sempre será, umas das maiores formas de interação entre o espectador e o mundo. "Uma imagem vale mais do que mil palavras", um ditado que faz valer as feições cinematográficas. O cinema é algo que nos proporciona o conhecimento sobre todos os tipos de assuntos, do mundo inteiro, de todas as histórias, de todas as artes, de todas as culturas.

Hoje em dia, com as redes sociais, surgiram diversos sites de comunicação para pessoas que curtem o cinema e tudo que esta arte nos propõe. Citar o Facebook é covardia, é pleonasmo, pois é um site de relacionamento que todos os seres do universo já conhecem e que abrange não só o cinema (não tanto o cinema), mas todos os tipos de temas. A rede social que é top de linha é o Flixter, que é a maior sobre o assunto. É um site que permite a você encontrar pessoas que tenham o mesmo gosto que seu, para compartilhar opiniões sobre filmes e criticar comentários de outros usuários.

Há também os sites que disponibilizam em seu domínio o download de filmes e permitem ao seu usuário assistir filmes online. Isso para os cinéfilos é algo maravilhoso, pois eles não têm mais que se deslocar até a locadora mais perto de casa e gastar uma fortuna para poder assistir o filme desejado. Um site conhecido, porém pago é o The Auteurs. Mas não posso dizer se o site é bom ou não porque nunca usufruí de tal. Há também comunidades de filmes no quase extinto Orkut, onde usuários da rede postam links de filmes em tópicos para quem quiser baixar.
O problema disso é o crescimento absurdo da pirataria, o que prejudica muito os direitos autorais do filme.

Existem também redes onde o cinéfilo pode destacar em uma lista de filmes todas as películas que ele já viu, que deseja ver, que ele nunca viu e que ele não pretende ver. No Filmow, o usuário dispõe dessa utilidade.

Não dá para negar que o cinema e as redes sociais hoje em dia estão intimamente interligadas. Um exemplo claro disso foi a produção do aclamadíssimo filme de Scott Rudin sobre o Facebook, The Social Network, onde mostra a origem e a idéia da criação da rede social mais acessada do mundo hoje em dia.
Não há melhor forma de se divulgar um filme senão pelas redes socias, onde pessoas do mundo inteiro estão ligadas o tempo todo, tendo contato direto. A partir da internet e das redes sociais o cinema só tem a crescer.

Devemos acreditar sempre?

O fenômeno vertiginoso das redes sociais no Brasil teve sua gênese com a criação do Orkut, em 2004. De lá para cá, fomos bombardeados com o surgimento de novas redes sociais de relacionamento, e o extinto Orkut deu lugar ao Twitter e ao Facebook. Isso sem contar o Lastfm (aos amantes de música), o skoob (direcionado aos que gostam de livros) e, de certo modo, o tumblr (fotos), menos usados pela grande massa.

Mas a questão que se pretende levantar aqui é a veracidade das informações lançadas a granel nesses sites. Numa era em que a mais popular fonte de pesquisa da internet é a Wikipedia, site colaborativo onde qualquer usuário pode publicar o que bem entender, não é difícil imaginar que o mesmo ocorra nas redes sociais - e atinja proporções maiores, em razão da interação entre os usuários. Mas as informações são sempre verdadeiras?

Uma pesquisa feita entre 16 de outubro e 16 de dezembro de 2009 pelo instituto Sysomos - companhia canadense especializada em analíse de redes sociais - demonstrou que o Brasil é o segundo país no ranking dos usuários do Twitter (8% do total), perdendo apenas para os Estados Unidos, muito embora a popularidade do Twitter tenha decaído em função do Facebook. O Twitter, usado por assessorias de imprensa, artistas, jornalistas independentes e afins, pode se transformar numa arma. Ignorando os usuários supérfluos, é comum ver informações falsas, como o exemplo que segue:

"O terremoto que devastou o Haiti nesta semana já começou a render falsas notícias na internet. Nesta quinta-feira, uma dessas inverdades foi amplamente divulgada no Twitter. A ‘informação’ era de que a companhia aérea americana American Airlines realizaria voos gratuitos ao país para levar enfermeiras e médicos com o objetivo de atender os atingidos. O boato começou a circular na noite de quarta-feira e foi desmentido pela empresa aérea"

- geekaco.com

São comuns, também, twits de jornalistas amadores dizendo que tal jogador já acertou com tal time, quando na verdade tudo não passa de pura especulação. Isso sem contar o seu uso político. Ironicamente, uma notícia publicada neste ano no site do jornal estadunidense Weekly World News decretava o fim do Facebook no dia 15 de março. O tema foi o topo de comentários no Twitter e, posteriormente, desmentido por Mark Zuckerberg, dono do Facebook.

O Facebook, por sua vez, não sai incólume deste dilema: a postagem de um usuário sobre possíveis trombas d'água em Recife causou balbúrdia, e houve cancelamento das aulas nas universidades e escolas. Algumas empresas já haviam liberado seus funcionários. O governador Eduardo Campos usou o seu Twitter para desmentir, porém já era tarde demais. Desnecessário dizer que a notícia propalou-se, também, no Twitter.

Hoje estamos intimamente ligados às redes sociais, mas a questão é saber até que ponto esta "simbiose" nos é saudável. Ou voltaremos ao dia 30 de outubro de 1938, onde o então jovem cineasta Orson Welles resolveu fazer uma brincadeira e narrar através de um programa de rádio uma invasão alienígena, o que causou uma confusão generalizada nas ruas dos Estados Unidos. Só que, desta vez, os aliens invadirão não só um país, mas o mundo inteiro.